Comunidade Quilombola Baião

A história do território quilombola Baião remonta à resistência
da matriarca Marciana Cardoso. Viúva, mãe de 6 filhos, resistiu às pressões de
grileiros para garantir a permanência no território. Chegou a ir pessoalmente até o
fazendeiro recomendar que se respeitasse os limites da divisa para fazer a cerca, sob
pena de ela mesma cortar o arame, caso fosse esticado no local errado, com facão.
Sua recomendação foi atendida. “Minha avó Marciana”, como era carinhosamente
chamada por seus netos e suas netas, também enfrentou as dificuldades decorrentes
da seca na Região que afetava diretamente os ciclos dos plantios. Contudo, sempre
evidenciou a importância de seus filhos e filhas fixarem moradia no local.
O território abrange os núcleos, Riachão das Neves, Baião, São Geraldo, Jataí,
Bandeirante e Santa Maria.
A comunidade remanescente de quilombolas Baião, foi reconhecida em 2010 pela
Fundação Palmares sob o registro do IBGE 1700400. O projeto de reconhecimento da
comunidade como remanescentes de quilombo nasceu do movimento da Associação
dos Mini Produtores Rurais da Comunidade Quilombola Baião fundada em 26 de
agosto de 2005.
Desde 2005, a associação representante jurídica da comunidade, tem se organizado e
reorganizado em prol da captura de benefício e garantias dos direitos coletivo dos
membros da comunidade.

https://coeqto.com.br/arquivos/Comunidade-Quilombola-Baiao-1.pdf

Mapa

Mapa Impacto da Mineração

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